terça-feira, 3 de agosto de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eu


Como na descrição do blog já tem muito sobre mim, não preciso repetir muita coisa, também pelo fato de ser muito difícil falar de nós mesmo.
Bom, sou formada em Pedagogia e agora estudante de Artes Visuais. Trabalho com educação há 10 anos e tive oportunidade de passar por quase todos os níveis de ensino, chegando ao superior, que sempre foi minha vontade.
Gosto de viajar, sair com amigos, dançar, rir, estudar, ler. Muitos desses gostos são heranças de família, que a construção da árvore genealógica me permitiu reconhecer esses detalhes.

Irmãos




Meus irmãos, Jenifher Fontan Ventorim, 18 anos, e Jonathan Fontan Ventorim, 25 anos, nomes em homenagem ao casal 20 da TV que meus pais gostavam muito. Ela é estudante do curso de Serviço Social e ele formado em Educação Física e trabalha na rede municipal daqui de Conceição do Castelo e também é personal trainer. Duas pessoas muito tranquilas e caseiras.

Pais




Jones José Ventorim, meu pai, filho de Angela Bragato Ventorim e Olimpio Ventorim. Formado em Educação Física pela UFES, trabalhou toda sua vida em escolas daqui da região. Foi vice-prefeito e depois assumiu a prefeitura por uns meses. Hoje é aposentado. É também ex-seminarista, tendo que voltar para casa quando seu pai faleceu para cuidar de suas irmãs, já que seus outros dois irmãos também estavam no seminário, mas mais adiantados que ele, e pretendiam seguir a vocação.


Marli Fontan Ventorim, professora há mais de 30 anos. Formada pelo magistério, e agora faz faculdade de Pedagogia. Ainda trabalha em escola, mas sua distração é fazer crochê. Trabalha com lã, barbante, linhas, entre outros. Sempre gostou de trabalhos manuais. É caseira, gosta de cozinhar para muita gente e ver a família reunida.

Avós Paternos




Olimpio Ventorim e Angela Bragato Ventorim. Tive pouco contato com minha avó paterna. Meu avô faleceu quando meu pai tinha 11 anos. Sei dele o que as pessoas que o conheceram me contam, que era comerciante, tinha um mercado, alguns pedaços de terra, andava muito a cavalo pelas estradas de Conceição e que se suicidou, pois acredita-se que tinha depressão.
Minha avó ficou viúva cedo, cuidando de 9 filhos. Como ele teve que ir morar em Vitoria, por causa de um problema de saúde, fui poucas vezes na casa dela. Lembro mais das duas últimas, quando jaá estava acamada devido a fratura do fêmur. Sua esclerose não permitia lembrar dos netos, mas lembro dela muito bonita, deitada na cama, olhos azuis como o céu. Quando faleceu foi enterrada aqui em São João de Viçosa, Venda Nova do Imigrante, onde mora toda a família Bragato. Sei que meu avô está enterrado em Afonso Claudio, de onde era sua família.





Avós Maternos



Vô Zeca sempre foi um avô muito especial para todos os netos. Carinhoso, cuidadoso, todos gostavam de ouvir suas histórias na hora de dormir. Quando juntavam todos os netos na sua casa era uma festa só. Lembro que ele trabalhava na Purina e eu ia muito lá ficar com ele, por isso quando sinto o cheiro de ração me vem a lembrança dele. Gostava de tocar sanfona quando a família se reunia para comemorações no quintal da sua casa. Também tocava órgão na igreja católica, era músico autodidata. Sempre brincava com os netos e passeava comigo todos os domingos, pois eu dormia quase todos os finais de semana na sua casa para podermos passear no domingo. Lembro de sentar na barriga dele para dirigir seu fusca vermelho e irmos para Ibatiba, na casa da minha tia. Me recordo dele me ensinando andar de bicicleta na casa dessa tia, numa rua de chão, primeiro com as duas rodinhas, depois com uma e por fim, sem nada. Os tombos eram inevitáveis, mas foi a partir daí que consegui andar sozinha. Foi um avô muito presente em minha vida.


Vó Ana, assim como os netos a chamam, é minha única avó viva. Mora pertinho da minha casa e estamos presentes nos domingos, sempre que podemos, onde reúne a família para comemorar os aniversários e dia das mães, entre outros. Minha avó sempre trabalhou como costureira, por isso lembro muito de seu quartinho de costura abarrotado de panos, linhas, retalhos, carretéis... Enquanto ela costurava suas encomendas eu fazia roupa para minhas bonecas. Lembro também das aulas de corte e costura que ela dava. Agora cuida da sua casa e faz pequenos consertos em algumas roupas.

Bisavós Maternos (pais do Vô Zeca)

Dos meus bisavós maternos, pais do meu avô José Fontan, não tenho lembranças vivas deles, acho que eles faleceram antes do meu nascimento. Mas lembro do meu avó me levando na casa que foi da mãe dele, quase todos os domingos, para passear. Foi lá que conheci o urucum, e achei muito interessante a cor que saía de dentro daquele fruto. Brincava muito também de bicicleta, pois o quintal era grande, de chão batido. Não me lembro de ter voltado mais aquela casa, mesmo ela estando ainda de pé e aqui na cidade.